Mãe Beata: homenagem, axé e luta

A Alerj viveu, na manhã desta quarta, um momento contrastante das tantas políticas opressoras que costumam se dar no seu plenário. No lugar dos ternos escuros e gravatas penduradas no pescoço, batas brancas e guias coloridas se misturavam ao som de tambores para homenagear uma das mais emblemáticas líderes religiosas e intransigente defensora dos direitos humanos: Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Iemanjá. Falecida no dia 27 de maio, Mãe Beata recebeu hoje, in memoriam, do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) a medalha Tiradentes que a tinha sido ofertada ainda em vida. “A homenagem à Mãe Beata é uma homenagem à luta e também ao amor” resumiu Freixo.

Com falas destacando a luta da mãe de santo contra o preconceito de gênero, raça, religião e orientação sexual, a cerimônia também teve espaço para denunciar a situação carcerária e de violência urbana que atinge, principalmente, a população negra. “Nossa espiritualidade é luta contra a violência do Estado e pelo acesso à saúde, à justiça. Lutamos contra toda opressão de ordem material e simbólica sofrida por muitos, mas sobretudo, por negros e negras”, destacou o candomblecista Gustavo Melo.

Em fala de encerramento que misturou vigor e afeto, símbolos da militância de Mãe Beata, seu filho caçula pediu a saída do presidente Temer, ao que o público respondeu com gritos de “Diretas Já”, reforçando que liberdade religiosa e democracia são, além de inseparáveis, valores fundamentais para construção de uma outra sociedade.

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