Justiça Eleitoral é complacente com Temer

#ForaTemer

Hoje, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral estão reunidos em Brasília para julgar a ação movida por Aécio Neves contra a chapa Dilma/Temer. São cerca de 23 acusações que se somam com outras irregularidades encontradas durante o processo, como afirma o relator Herman Benjamin. No momento em que escrevemos este texto, o julgamento da chapa ainda não foi concluído, mas tudo parece indicar que o resultado será a absolvição dos réus.

Nós, do PSOL, acreditamos que a raiz de muitos problemas do país está justamente na relação promíscua entre candidatos e empresas privadas. Como diria o saudoso Plínio de Arruda Sampaio: “empresa não faz doação, investe”. Nesse sentido, não podemos deixar de reconhecer que tanto a chapa Dilma/Temer (PT/PMDB) quanto a chapa Aécio/Aloysio (PSDB) receberam doações das mesmas empresas e quase iguais na proporção.

Se não consideramos legítima a intervenção do grande capital nas eleições, mesmo quando eram autorizadas por lei, ainda menos legítimos são mecanismos de caixa 2, que comprometem o processo eleitoral e as decisões dos governos eleitos com essa prática.

Tanto no campo legal, quanto em relação ao uso do caixa 2, o que ocorreu atinge diretamente a legitimidade da votação e o princípio da igualdade de forças que deveria nortear a nossa democracia. Será lamentável se a mesma Justiça que decidiu pela proibição do financiamento empresarial de campanha – atentando, justamente, para os riscos de lavagem de dinheiro e promiscuidades – optar, agora, por contrariar preocupações republicanas, afrontando a nossa, cada dia mais frágil, democracia.

De qualquer forma, só a pressão das ruas por eleições diretas e gerais pode barrar as reformas do governo ilegítimo de Temer. Não daremos descanso aos que se julgam donos do país.

Dia 30 é #GreveGeral!

#EquipeTarcísio

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