Intervenção: um remédio falso para um problema sério

Em fevereiro, as Forças Armadas foram pras ruas com fuzis vigiar roubos de carga, numa operação cara, inútil e perigosa. Mas o que desbaratou as quadrilhas foram as investigações integradas – e sem dar nenhum tiro – das Polícias Civil, Federal e Rodoviária.

Por isso, insistimos que o problema da segurança pública do estado não é falta de investimento ou de tropas nas ruas, mas erro de prioridade. Definitivamente, é o modelo que está equivocado.

Bilhões são gastos anualmente na política de confronto – aquela que a gente vê todos os dias nas ruas e nos jornais e que tem como únicos resultados enxugar gelo e derramar sangue.

Desses bilhões (muito mais generosos, aliás, do que os valores investidos em Educação ou Saúde), zero-vírgula-quase-nada é dedicado para inteligência e prevenção. Zero-vírgula-quase-nada. É esse o valor que o PMDB dedica à inteligência e à prevenção.

O resultado é uma política burra. E inaceitavelmente violenta.

Melhorar a segurança pública passa por investir em formação e inteligência das forças de seguranças, combater o tráfico de armas e integrar os bancos de informação das polícias. Definitivamente, não é a máfia do PMDB, não é Moreira Franco, Temer, Pezão, Picciani, Cunha e Cabral que vão consertar a crise que eles mesmos causaram.