Escola é lugar de vida!

Escola é lugar de vida! Na calada da noite, Crivella editou decreto que prevê o retorno das escolas privadas em julho, e das públicas em agosto. O decreto contraria as promessas feitas pelas Secretárias de Educação e Saúde na última segunda (22). Veja todos os detalhes no vídeo!

As declarações do prefeito Crivella e o decreto publicado nesta madrugada liberando grande número de atividades e prevendo a reabertura das escolas privadas para 10 de julho e escolas municipais para 1 de agosto são um absurdo sem tamanho! As escolas são espaços de vida!

Já entramos em contato com os demais vereadores da Comissão de Educação e marcamos uma reunião na segunda feira pela manhã a fim de aprovar um documento de alerta a todas as entidades presentes na audiência onde os compromissos do não retorno foram firmados.

Já entramos em contato com Ministério Público e Defensoria Pública para alertar sobre esse absurdo desrespeito. Vamos contribuir com cada iniciativa que sindicatos, associações e a comunidade científica tomarem no sentido de barrar essa política de morte!

Confira a nota publicada pelo nosso mandato neste sábado

ESCOLA É LUGAR DE VIDA! Não à volta das aulas durante a pandemia!

Sem planejamento e protocolos prévios não é possível marcar data para o retorno às aulas.

O mandato Tarcísio Motta vem a público repudiar veementemente o decreto 47488/2020 que prevê o retorno às aulas a partir do dia 10 de julho.

Na calada da noite e depois de uma reunião com os donos de escolas privadas, o prefeito Crivella fez aquilo que mais tem feito nas últimas semanas: mudou o plano de retomada das atividades supostamente feito com caráter “científico”. Dessa vez, além de atividades comerciais, o prefeito decidiu anunciar o retorno das atividades educacionais.A decisão é irresponsável e autoritária, desrespeitando tudo aquilo que ficou combinado em audiência pública da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, realizada apenas 4 dias antes do decreto.

Durante a audiência, questionamos a secretária de educação sobre as datas para a retomada das aulas. Em resposta, tanto a secretária de saúde, quanto a de educação, descartaram o retorno das aulas em julho e afirmaram que a volta se daria a partir do final de agosto. O protocolo e o cronograma para o retorno seriam ainda discutidos em uma comissão com representação de todas as instituições presentes naquela audiência. Tal comissão seria formalizada em Diário Oficial no dia 24. Nada disso aconteceu!

Não houve formação nem divulgação da comissão e o prefeito tomou a decisão a partir da pressão dos donos de escolas privadas, interessados apenas na manutenção das matrículas e pagamento das mensalidades, contrariando tudo o que dizem os especialistas sobre o estágio da pandemia em nossa cidade.

Há que se criticar também a absurda divisão entre escolas públicas e privadas e a hipocrisia que é definir como “voluntário” o retorno das aulas nas creches e escolas particulares. Alguém de fato acredita que professores e funcionários destas instituições poderão ficar em casa se os responsáveis enviarem seus filhos para estudar presencialmente?

Por fim, o decreto determina que “escolas e creches municipais” estarão abertas a partir de 01 de agosto. Isso significa que a prefeitura tem cerca de um mês para dotar todas as 1542 unidades escolares de condições físicas e sanitárias para receber nossas crianças, jovens e adultos. Será que em um mês haverá a contratação de profissionais de educação suficientes para enfrentar o aumento da demanda por limpeza e cuidado, sem falar na substituição temporária dos profissionais que estão nos grupos de risco? Em um mês o planejamento pedagógico estará finalizado? Todas as escolas estarão devidamente equipadas para evitar o contágio?

Nesse momento, colocar “o carro na frente dos bois” resultará em aumento do número de mortes. Não é possível falar em data de retorno sem que a epidemia esteja controlada.Tudo indica que a retomada das atividades econômicas resultará no crescimento do ritmo de contágio. É preciso debater coletivamente, com transparência e democracia, as condições para o retorno. Para nós, antes de data, a prefeitura tem que apresentar um planejamento e a garantia de um retorno seguro.

Temos que organizar uma resposta contundente de toda a sociedade para barrar essa tragédia anunciada. Uma política pública que pode ter como resultado a morte de crianças, professores e funcionários da educação não é retorno às aulas, é genocídio. Já entramos em contato com os demais vereadores da Comissão de Educação e marcamos uma reunião na segunda feira pela manhã, a fim de aprovar um documento de alerta a todas as entidades presentes na audiência do dia 22 de junho. Já entramos em contato com Ministério Público e Defensoria Pública para alertar sobre esse absurdo desrespeito. Vamos contribuir com cada iniciativa que sindicatos de profissionais da educação, movimento estudantil, associações de pais e responsáveis e a comunidade científica tomarem no sentido de barrar essa política de morte! Escola é lugar de vida!

TABELA DE ABERTURA: ANEXO – DECRETO RIO Nº 47551