Grupo de Trabalho para a volta da educação municipal exclui quem sempre lutou por ela

O retorno às aulas pós pandemia é assunto polêmico que necessita de um amplo debate, respeitando todos os acúmulos e posições que existem a respeito. Hoje foi publicada a composição de um grupo de trabalho da SME – Secretaria Municipal de Educação, para discutir protocolos e cronograma de retorno das escolas municipais. A Comissão de Educação da Câmara foi convidada a participar e teve o direito de indicar um membro titular e um suplente. Nosso mandato reivindicou a vaga da suplência, entendendo que a vaga titular seria ocupada pelo presidente da Comissão. Consideramos que o papel que temos cumprido nos debates educacionais da cidade e, especificamente, nas reflexões sobre os impactos da pandemia na educação deveriam ser considerados para entender que temos contribuições a dar nos trabalhos deste Grupo de Trabalho. Ao mesmo tempo, defendemos que é sempre melhor respeitar e garantir a diversidade da representação da Câmara de Vereadores. Apesar disso, o presidente da Comissão colocou em votação a indicação de duas assessoras do seu próprio mandato e obteve o voto do terceiro vereador membro da comissão, sempre alinhado aos interesses do governo Crivella. Assim, gostaríamos de manifestar nossa indignação com esse processo.

Nosso mandato compõe a Comissão de Educação desde 2017, trabalhou arduamente para colocar em pauta o Plano Municipal de Educação, apresentando inclusive dezenas de emendas. Participou de forma qualificada de todas as audiências públicas realizadas pela Comissão ao longo destes 3 anos e meio e tem reconhecida atuação em defesa da educação pública em nossa cidade, mas foi excluído da participação no GT por força de uma maioria constituída na base dos interesses do governo. Lamentamos que a presidência da comissão que, até aqui, mantinha uma posição de relativa autonomia, tenha se prestado a esse papel e reafirmamos nosso compromisso com a defesa da educação e da vida.