Boletim TMJ Educação n. 01 | Semana de 27/06 a 03/07

Confira a estreia do Boletim TMJ Educação. Nesta semana: calendário sem planejamento; GT tardio e com ausências; desrespeito às merendeiras e os números da Covid-19 na cidade do Rio.

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Comprometido com uma flexibilização do isolamento social a qualquer custo, Crivella insiste em anunciar calendários para um possível retorno, sem que haja consenso sobre como e quando retornar. Se depender da prefeitura, as escolas particulares voltariam ainda em julho. As escolas públicas, em agosto.

Com a pressão popular surtindo efeito, a prefeitura tem recuado. Porém, o lobby das escolas privadas é grande. Não podem haver dois critérios. Chamar de voluntário o retorno das escolas particulares é esconder o assédio que professores e funcionários vão sofrer. Ainda não é o momento de retomar as atividades, muito menos as aulas. Seja na escola pública ou na privada.

GT PARA PLANEJAR RETORNO É CRIADO, MAS COM ATRASO E AUSÊNCIAS

Uma semana depois de anunciar que criaria um Grupo de Trabalho para organizar os protocolos e o planejamento para o retorno às aulas, a SME publicou o decreto com sua composição, mas excluiu entidades como a Fiocruz, a UFRJ e outros representantes da sociedade civil que estavam na última audiência pública (22). Colocando a carroça na frente dos bois, a criação do GT só aconteceu após o anúncio da prefeitura de um novo calendário para retorno.

Infelizmente, o presidente da Comissão de Educação da Câmara  optou por indicar duas assessoras, excluindo o vereador Tarcísio Motta, vice-presidente da Comissão e oposição ao governo. Continuaremos acompanhando e cobrando para que o debate sobre o retorno às aulas não aconteça de forma apressada e irresponsável.   

MERENDEIRAS MERECEM RESPEITO!

Durante a epidemia, nenhuma medida da prefeitura conseguiu garantir de forma universal o direito das crianças à alimentação. Crivella agora recorre a uma solução mórbida: diz que vai testar as merendeiras para Covid-19 e “quem sabe se nós tivermos nossas merendeiras imunizadas, lá para o mês de agosto, voltar com as cozinhas”.

A única forma de imunizar 6 mil merendeiras sem uma vacina é expor todas ao vírus. Falta de concurso, condições de trabalho inadequadas e contratos precários. Grande parte das merendeiras têm idade avançada e comorbidades. Esse é o preço que o prefeito está disposto a pagar para solucionar o problema da alimentação?  O melhor para nossas crianças é ter a garantia de um isolamento social com segurança alimentar. Somos contra colocar merendeiras em risco!

COVID-19 – COMO ESTAMOS?

Na Itália, escolas só em Setembro | Novos casos no país caem de forma sustentada desde abril e, ainda assim, o governo anunciou retorno apenas em setembro. A medida italiana também prevê um investimento bilionário para garantir a segurança e a vida dos estudantes.

Já aqui… | Governantes em todo o país sinalizam volta às aulas antes de queda da curva, e sem avaliação sobre os impactos da reabertura.

Nesta semana no Brasil | País alcançou nesta semana a marca de um milhão e meio de casos da doença.  São 61.884 mortes no total. Curva de óbitos está crescendo menos do que a de casos, mas são muitas as vidas perdidas.

Rio | Cidade se aproxima dos 60 mil contaminados, com mais de 6.500 mortes. Curva de casos e óbitos tem oscilado entre crescer de forma estável e crescer de forma desacelerada, ou seja, a pandemia continua se espalhando e fazendo vítimas, mas num ritmo um pouco mais lento.

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