Boletim TMJ Educação n. 02 | Semana de 04 a 10 de julho

Confira a Boletim TMJ Educação produzido pelo mandato vereador Tarcísio Motta. Nesta semana:  as trapalhadas  de Crivella e a insistência em retornar às aulas sem planejamento. Teste em merendeiras causa aglomeração.

Irresponsabilidade: Crivella insiste em retorno sem planejamento adequado

Irresponsável, é o mínimo para definir a política de Crivella no enfrentamento à pandemia! Ele e a SME insistem no plano de retorno às aulas contrariando todas as orientações de especialistas e instituições. A Fiocruz aponta que a flexibilização do isolamento só é segura com índice de contágio abaixo de 1. Hoje a cidade tem 1,7.

Não pode haver data pré-definida sem que seja apresentado um planejamento para o retorno seguro. Até o momento, a prefeitura não apresentou um plano de recuperação/adequação física das escolas nem de compra de equipamentos de proteção individual, por exemplo.

A volta às aulas colocará mais de um milhão de pessoas em circulação na cidade e grande parte dela – estudantes e profissionais de educação – em convívio por longo período de tempo. As 1.542 unidades da rede podem se transformar em vetores de contágio.

Escola é lugar de vida! Por isso nos somamos à campanha “Em defesa da vida” que o Sepe (http://www.seperj.org.br/) e o Sinpro (https://site.sinpro-rio.org.br/) fazem neste momento. 

Estamos juntos!

Teste de Merendeiras gera aglomeração

Sem resolver o problema da alimentação das crianças durante a epidemia, Crivella anunciou essa semana mais mudança: vai voltar a distribuir cartões alimentação, agora com o valor reduzido para 50 reais. Estamos em julho e, entre cestas e cartões, ainda existem crianças sem receber nada.

Enquanto isso, a Prefeitura começou a testar as merendeiras para pressionar a reabertura das cozinhas, causando aglomerações em longas filas. É um absurdo! As merendeiras merecem respeito. A testagem deve ter como objetivo a proteção das profissionais e não significar sua exposição ao vírus. Reabrir escolas para servir merenda é expor também os alunos. É necessário garantir a segurança alimentar e o direito ao isolamento social.

Trapalhadas: Questionários e “crianças imunes” 

Profissionais de educação receberam um questionário para preenchimento urgente sobre pertencerem ou não ao grupo de risco. Esse levantamento seria importante como uma etapa de planejamento para um retorno seguro. Mas o questionário é simplista e incompleto. Através dele não é possível fazer um mapeamento claro dos grupos de risco e dos riscos cruzados, como aqueles que moram com familiares com comorbidades, por exemplo. A falta de orientação para a elaboração desse questionário revela que a ausência da Fiocruz no GT, criado pela SME, é um erro.

Ao propor o retorno às aulas, Crivella ainda defendeu uma suposta imunidade das crianças ao vírus. O prefeito parece confundir quadros assintomáticos da doença com imunidade. Pesquisas mostram que, em alguns casos, a falta de sintomas ou sintomas brandos preocupam ainda mais na disseminação da doença. Apesar de muitas vezes as crianças serem assintomáticas, além de poderem transmitir, podem desenvolver a doença e a Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM), relacionada à Covid-19. A preocupação com o aumento de casos foi assinalada pela Secretaria Municipal de Saúde que, no dia 23 de junho, tornou obrigatória a notificação de casos e óbitos relacionados a essa Síndrome. Crivella diz que tem um comitê científico para assessorá-lo, mas ignora o que preocupa os técnicos de suas secretarias.

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