Boletim TMJ Educação n. 04 | Semana de 18 a 24 de julho

Nesta semana, nosso Boletim TMJ, uma realização do Mandato Vereador Tarcísio Motta, traz como destaques a falta de sensibilidade da prefeitura e da secretaria municipal de educação que estão ignorando as recomendações da Fiocruz sobre a volta às aulas. Além disso, famílias de estudantes da rede continuam a não receber as cestas básicas anunciadas há meses.

SME IGNORA FIOCRUZ
Na semana em que a Fiocruz divulgou estudo em que afirma ser precipitado o retorno às aulas em agosto, Crivella decide liberar a volta nas escolas particulares. O prefeito despreza um dado fundamental de outro estudo, também da Fiocruz, que prevê a morte de até 3 mil pessoas se o retorno ocorrer ainda em agosto.

Os participantes do GT SME, que defendem um retorno seguro, já manifestaram seu total desacordo com qualquer retomada de atividades nesse momento. Em nota, SEPE, Fórum EJA, Fórum de Educação Infantil, Fórum Municipal de Educação e os Conselhos de Funcionários e Professores denunciaram que suas opiniões não têm sido levadas em consideração. Pior ainda, representantes da SME afirmam que a decisão sobre o retorno é exclusiva do Prefeito, o que chocou os participantes e levou à saída do Tribunal de Contas do Município. É a velha política do pacote pronto!

PRIVADAS NÃO DEVEM VOLTAR
Crivella e Witzel não se entendem sobre de quem é a atribuição para definir a abertura das escolas particulares. Nessa disputa, quem sai perdendo é sempre a população. As informações ficam desencontradas e geram insegurança. Não há retorno seguro enquanto o índice de transmissão ainda estiver elevado.

NEM AS PÚBLICAS
Enquanto isso, para as escolas públicas, continuam os planos da SME da volta de diretores e merendeiras ainda em agosto. Esta decisão é inaceitável! Não faz sentido colocar funcionários em risco e abrir cozinhas, ampliando a possibilidade de contágio para alunos e familiares.

CONTINUAM FALTANDO CESTAS BÁSICAS…
Na terça-feira (21), responsáveis de alunos da rede municipal fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura. A reivindicação básica era o acesso à alimentação. Além da distribuição de cestas e cartões não terem atingido a totalidade dos estudantes em nenhum mês, desde a suspensão de aulas em março, existem denúncias de baixa qualidade e até de alimentos estragados e fora do prazo de validade.

Mesmo com o justo protesto os/as responsáveis não foram recebidos/as pela Secretária e saíram da Prefeitura sem respostas. Leia a matéria do jornal Extra:

https://extra.globo.com/noticias/rio/sem-receber-auxilio-merenda-prometido-por-crivella-maes-de-alunos-fazem-protesto-em-frente-prefeitura-24544015.html

E TEM GENTE FATURANDO COM ISSO!
Apesar de relatos em diversos vídeos e matérias na imprensa de alimentos estragados nas cestas básicas, a SME nega que isto aconteça. A empresa que fornece os alimentos, também. Chama a atenção que a fornecedora Milano, pela quarta vez, tenha assinado contrato com dispensa de licitação, no valor de 4,627 milhões de reais – totalizando 13,23 milhões de reais.

Nosso mandato continuará pressionando a Prefeitura a dar transparência aos dados sobre a distribuição das cestas e cartões, assim como os contratos para aquisição dos mesmos.
#CrivellaCadeAsCestasBasicas

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