Aulas presenciais com todos os alunos? Com qual estrutura?

A recente decisão da Prefeitura de realizar o retorno 100% presencial de estudantes, sem rodízio, esbarra num dado concreto da realidade.

A Prefeitura estabelece o retorno de todas as unidades de ensino, com o uso obrigatório de máscara em salas arejadas, sem restrição de número de alunos em sala de aula. O que temos visto nas inúmeras visitas que temos feito às escolas é que a maioria das unidades tem basculante ou janelas chumbadas – portanto sem a devida circulação de ar.

Se é verdade que estamos em um momento favorável dos números da pandemia – baixa ocupação de leitos e de transmissão, além de grande parcela da população vacinada – também é verdade que as escolas podem tornar-se vetores de aumento de casos de Covid-19, se os cuidados necessários para conter a disseminação do vírus não forem tomados.

O que vimos até agora nas visitas que fizemos é justamente isso. Muitas escolas com surtos da doença e um protocolo sanitário com critérios que permite aglomerações e salas sem nenhuma ventilação. Os riscos só vão aumentar se, a partir de agora, o protocolo que antes já era insuficiente for abandonado.

É irresponsável essa decisão. A prefeitura e a SME, antes de pensar em acabar com o distanciamento, deveria resolver os problemas estruturais e de ventilação das salas de aula. Além disso, fazer testagem e o monitoramento de casos. Fazer o dever de casa – que não fez até o momento – para que o retorno seja seguro.

Vamos continuar cobrando!