Tarcísio Motta: ‘Mobilidade e urbanismo precisam estar vinculados’

Foto: Eduardo Barreto/CMRJ

Em audiência pública sobre o Plano Diretor, vereador ressalta a necessidade de planejar o desenvolvimento no entorno de estações de trem e metrô.

“Esse plano recupera uma perspectiva rodoviarista, que está atrasada e é equivocada”, disse o vereador Tarcísio Motta (PSOL) durante audiência pública da comissão do Plano Diretor realizada na Câmara Municipal nesta quinta-feira (28/04). O debate se concentrou em diretrizes para o uso e ocupação do solo.

Segundo o parlamentar, a proposta da prefeitura aponta para um aumento da concentração de pessoas a partir dos corredores viários, e não da rede de transporte público existente: “Na prática, se o eixo de adensamento é a via, quem trafega por essa via é o carro, não o pedestre. Não há um eixo de desenvolvimento que esteja no entorno das estações de trem e metrô”, criticou Motta, ressaltando que mobilidade e urbanismo precisam estar vinculados. 

Outra crítica feita pelo vereador foi com relação à existência de zonas estritamente residenciais, o que pode aumentar a insegurança nessas áreas. Tarcísio Motta ressaltou que “não existe vida residencial sem um mínimo de interação com comércio e serviços”: “Os moradores também precisam de serviços básicos essenciais, como escolas, hospitais, clínicas, bibliotecas e órgãos públicos de utilidade. Um bairro estritamente residencial gera ruas mortas e inseguras à noite, tanto quanto zonas estritamente comerciais, como é o caso do Centro do Rio”.

Abaixo, a íntegra da participação do vereador na Audiência desta quinta:

Participaram da audiência, além de parlamentares, o secretário Washington Fajardo, da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (SMPU) e representantes do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), além da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.