Relatório de especialistas propõe 5 critérios para o Carnaval 2022

Queremos um carnaval seguro no Rio

A pedido da Comissão Especial de Carnaval da Câmara, presidida pelo nosso mandato, os cientistas Hermano Castro e Roberto Medronho apresentaram um resumo dos indicadores para atividades com aglomeração.

O documento é consequência da audiência que fizemos na última semana (1º de outubro) com participação de trabalhadores do carnaval, pesquisadores e o poder público. Agora vamos enviar o documento para o Comitê Científico do Município e cobrar para que cultura e ciência caminhem sempre lado a lado.

Resumo dos Indicadores propostos para atividades com aglomeração, a ser avaliado pelo comitê científico do Município do Rio de Janeiro:

1. Atendimento na rede municipal de saúde: média móvel semanal menor que 110 casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (1,63 casos por 100.000 habitantes).

2. Tempo de espera e quantidade de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na fila para internação no município: fila de espera de três pessoas por dia, com um tempo de espera que não deve ultrapassar de uma hora.

3. Porcentagem de testes diagnósticos positivos no município: testes positivos (RT-PCR ou Ag) durante os últimos 7 dias menor do que 5%.

4. Taxa de contágio da cidade do Rio de Janeiro: valor de R < 1 (ideal 0,5) por um período de pelo menos 7 dias;

5. Taxa de vacinação no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro e no Município do Rio de Janeiro: imunidade coletiva acima de 80% da população total.

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Além dos 5 indicadores, segundo o documento, serão necessárias medidas para o controle e monitoramento da pandemia de COVID-19, antes, durante e depois dos grandes eventos, como o carnaval. Além de protocolos rigorosos elaborados pelos gestores e autoridades, baseados nas melhores e mais recentes informações científicas disponíveis. E assim, Castro e Medronho finalizam propondo 5 medidas a ser avaliadas e discutidas, tais como:

1) Exigência do passaporte vacinal em espaços fechados (exemplo: Sambódromo, clubes, bares e casas de festas), como forma de proteção e direito coletivo em saúde pública.

2) Exigência do passaporte vacinal para hospedagens em hotéis, pousadas, hostel, airbnb e outros.

3) Controle de fronteiras aéreas e terrestres, principalmente com a exigência da vacina.

4) Garantia de trabalho seguro nos barracões para os colaboradores com a oferta de um projeto de segurança sanitária, onde possa ser oferecido a testagem para os trabalhadores dos barracões, distribuição de máscara, distanciamento físico e higienização das mãos.

5) Construir mecanismos públicos (como um “Painel do Carnaval”) para o monitoramento dos indicadores ao longo de todo o processo (no mínimo a partir de 100 dias do carnaval e durando até 30 dias após o carnaval), com divulgação pública para informar as agremiações e coletivos carnavalescos sobre a segurança sanitária e a viabilidade do carnaval e calcular o impacto sobre a cidade após o evento.

NA MÍDIA

Neste domingo, 10, duas matérias saíram na mídia repercutindo o relatório de Hermano Castro e Roberto Medronho. Em O Globo, “Especialistas pedem ao comitê científico do Rio que condicione carnaval de 2022 a cinco indicadores da Covid-19” e na CNN (abaixo):

 

 

 

Uma lamentável decisão da Prefeitura

Excluir da vacinação prioritária profissionais de educação, dentre outros, submetidos a maiores riscos é absurda!

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